Anteontem ele estava aqui do meu lado; hoje longe de novo. Já são mais de dois anos nesse ritmo e ainda não deu pra deixar de sentir. Eu sempre levo meu loiro até o ponto de ônibus, e fico ali com ele esperando que o trânsito invariavelmente pesado busque e leve aqueles olhos pra, o quê, 300 km(?) longe de mim.
Agora há pouco, no meu momento coadjuvante em outras vidas, eu pesquei um pedaço de conversa de duas menininhas que se perguntavam sobre o amor à distância (por "se perguntavam", leia-se "afirmavam com exatidão sem ouvir o que a outra dizia"). E uma disse pra outra que não rola amor sem contato, e que metade de um relacionamento é feito de pele.Eu ri pra mim mesmo, nem sei bem por que. Senti que eu compreendo um aspecto diferente desse assunto, e que contradiz muito do que eu acreditava antes a respeito disso mesmo.
***
O engraçado é que se você me perguntasse diretamente o que eu acho, eu não saberia responder. Não sei! Acho péssimo tentar definir em um sentido geral um sentimento. São coisas muito particulares, não dá pra acreditar que haja uma regra. Eu sei do que aconteceu comigo.
E disso, não consigo nem falar, nem escrever. Mas me deixa feliz pra caraleo.
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